Assespro-PR
Missão Empresarial
Montevidéu 2026
Ecossistema de tecnologia

Por que o Uruguai é o hub de tecnologia do Mercosul

O Uruguai é o maior exportador de software per capita do mundo: as exportações de TI superam US$ 1 bilhão por ano e respondem por uma fatia relevante das exportações de serviços do país. Um ecossistema pequeno em população, mas globalmente competitivo, sustentado por isenção fiscal para exportação de software, zonas francas de classe mundial e empresas como GeneXus, dLocal e Satellogic.

#1
no mundo em exportação de software per capita
~US$ 2,1 bi
em exportações de TI ao ano (CUTI)
~400
empresas de TI associadas à CUTI
+20 mil
profissionais no setor de TI

Um líder global construído sobre exportação

O setor de tecnologia da informação do Uruguai é, antes de tudo, voltado ao mundo. Segundo o levantamento da CUTI (Cámara Uruguaya de Tecnologías de la Información), o faturamento do setor ultrapassa US$ 3,38 bilhões (cerca de 4,4% do PIB nacional), com exportações que beiram US$ 2,17 bilhões. O principal destino é os Estados Unidos (cerca de 59% das exportações), seguido por Reino Unido, Chile e Colômbia. Proporcionalmente à população, é o maior volume de exportação de software do mundo.

Esse desempenho não é acidente. Ele resulta de décadas de política pública estável, formação técnica forte e um ambiente de negócios previsível, combinação rara na América Latina e exatamente o que torna o país um ponto de entrada estratégico para empresas brasileiras que querem internacionalizar.

Isenção fiscal e zonas francas

Em 2000, o Uruguai declarou a produção de software de interesse nacional e instituiu isenção de imposto de renda para a exportação de software. A isso soma-se a Lei de Zonas Francas de 1987, que garante às empresas instaladas em zonas francas isenção de tributos nacionais, presentes e futuros, com forte segurança jurídica.

A Zonamerica, principal zona franca de serviços do país, abriga mais de 350 empresas de logística, finanças, consultoria e TI sob esse regime. Foi lá, por exemplo, que a Satellogic instalou sua linha de montagem de satélites, atraída justamente pela combinação de incentivos fiscais e proximidade com Buenos Aires e o aeroporto de Carrasco.

As empresas que colocaram o Uruguai no mapa

O ecossistema reúne nomes que viraram referência global:

  • GeneXus: plataforma de desenvolvimento low-code com forte aposta em inteligência artificial, exportada para dezenas de países e mantenedora do maior evento de tecnologia da região.
  • dLocal: o primeiro unicórnio uruguaio. Fundada em 2016, alcançou valuation de US$ 1,2 bilhão em 2020 com aporte de US$ 200 milhões liderado pela General Atlantic. Processa pagamentos transfronteiriços para gigantes globais.
  • Satellogic: referência em satélites de observação da Terra, com instalação produtiva na Zonamerica.
  • Globant: multinacional de engenharia de software com forte presença e DNA de inovação no país.

Em torno delas, instituições como CUTI (~400 empresas de TI), o parque tecnológico LATU, a incubadora CIE ORT (mais de 200 startups apoiadas) e a agência ANII sustentam um ciclo contínuo de pesquisa, empreendedorismo e investimento.

Por que isso importa para empresas brasileiras

Para uma empresa ou startup brasileira de tecnologia, o Uruguai funciona como uma plataforma de aceleração para a América Latina: proximidade cultural e geográfica, fuso e idioma acessíveis, estrutura jurídica confiável e acesso a um mercado já acostumado a exportar para os EUA e a Europa. É um lugar para prospectar parcerias, encontrar investidores e fazer benchmarking de operações maduras, sem os atritos de mercados mais distantes.

Conheça esse ecossistema por dentro

A Missão Empresarial Montevidéu 2026 (08 a 14 de novembro) leva uma delegação brasileira para visitar esses hubs e empresas, com rodada de negócios B2B. Vagas limitadas.

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Fontes: CUTI (Cámara Uruguaya de Tecnologías de la Información), Uruguay XXI e relatórios públicos do setor. Dados sujeitos a atualização.